Quando saí, parecia a Suíça, mas não parecia. Ao longe, os Alpes de pico branco erguiam-se, majestosos, refletidos nas águas azul-turquesa do Lago Lucerna enquanto eu caminhava pela orla.
Mas o ar não era o ar fresco e fresco da montanha com o qual eu estava acostumado sempre que vinha aqui para cobrir uma história.
Em vez disso, durante esta visita no final da semana passada, o clima estava escaldante e cheio de umidade, e caminhar por ele era como passar por algodão embebido em água fervente. Na minha frente estava a linda Lucerna, mas o ar parecia que eu estava em Luzon (Filipinas).
Ao longo da orla, torcedores de futebol vestidos de vermelho e branco se aglomeravam para assistir a enormes telas de TV que mostravam uma partida da Copa do Mundo da FIFA disputada a um oceano de distância, nos EUA; Suíça versus Bósnia-Herzegovina. Cada vez que a seleção suíça marcava, um rugido ensurdecedor cortava o denso ar tropical.
As condições lembraram-me de uma viagem de reportagem que fiz ao país um ano antes, quando caminhei pelo Glaciar Ródano com um glaciologista suíço que explicou como o seu país era um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas, onde os extremos de temperatura são mais frequentes, resultando no recuo de alguns dos glaciares mais rápidos do mundo.
No final da noite, a Suíça venceu a partida da Copa do Mundo, mas continua perdendo a batalha contra o aquecimento climático.
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