Incêndio provoca evacuações nas negociações climáticas da ONU no Brasil; 13 sofrem inalação de fumaça

BELÉM, Brasil – Um incêndio se espalhou brevemente pelos pavilhões usados ​​para negociações climáticas da ONU no Brasil e provocou evacuações na quinta-feira, penúltimo dia da conferência, e autoridades disseram que 13 pessoas foram tratadas por inalação de fumaça.

Os organizadores disseram que o fogo foi controlado em cerca de seis minutos. Os bombeiros ordenaram a evacuação de todo o local para a conferência, conhecida como COP30, e não estava claro quando as negociações seriam retomadas.

O ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, disse aos jornalistas presentes no local que o incêndio começou perto do Pavilhão da China, que estava entre os vários pavilhões montados para eventos à margem das negociações climáticas.

O incêndio rapidamente se espalhou para os pavilhões vizinhos, disse Samuel Rubin, um dos responsáveis ​​por um pavilhão de entretenimento e cultura. Ele disse que os pavilhões próximos incluem muitos dos pavilhões de África e um destinado aos jovens.

O vídeo mostrou enormes chamas em um dos pavilhões, que são estruturas reforçadas de lona ou tecido que normalmente têm três paredes e um piso.

O governador do Pará, Helder Barbalho, disse ao meio de comunicação local G1 que uma falha no gerador ou um curto-circuito em uma cabine pode ter iniciado o incêndio.

Grande parte do local da cúpula em Belém ainda estava em construção até a abertura da conferência, com vigas expostas, pisos abertos de madeira compensada e corredores metálicos que não levavam a lugar nenhum fora do centro de convenções. Durante um evento pré-cimeira, perfurações e britadeiras puderam ser ouvidas enquanto os líderes mundiais faziam discursos e dezenas de trabalhadores com capacetes de segurança corriam em torno de pavilhões inacabados envoltos em plástico.


Um oficial de segurança orienta as pessoas a deixarem o local da Cúpula do Clima da ONU COP30, quinta-feira, 20 de novembro de 2025, em Belém, Brasil. (Foto AP/Fernando Llano)

Gabi Andrade, voluntária da COP30 da cidade-sede Belém, disse que tem trabalhado nos credenciamentos da conferência nas últimas três semanas. Quinta-feira foi sua primeira tarde livre e ela tinha acabado de sair do horário de almoço e estava explorando o pavilhão de Cingapura quando o incêndio começou.

Ela disse que viu fumaça preta. Um segurança agarrou sua mão e mostrou-lhe a saída enquanto ela chorava e gritava “fogo”.

Apesar do choque da situação, ela se preocupou com o que isso significaria para a reputação brasileira, ao sediar as negociações. “É muito triste para nós”, disse ela. “Todos nós trabalhamos muito.”