Os preços do petróleo despencaram e as ações subiram, enquanto os investidores globais deram um suspiro de alívio depois que os EUA e o Irão concordaram com um cessar-fogo de duas semanas e o Presidente Trump recuou na sua ameaça de destruir “toda a civilização” do Irão.
Em Wall Street, o Dow Jones Industrial Average subiu mais de 1.000 pontos nas negociações da manhã, enquanto o S&P e o Nasdaq também subiram, após fortes ganhos nas ações asiáticas e europeias durante a noite.
Entretanto, tanto os futuros do petróleo bruto dos EUA como o do Brent, o índice de referência mundial, despencaram entre esperanças de que os navios pudessem em breve transitar através do Estreito de Ormuz, uma via navegável crucial através da qual flui cerca de 20% do petróleo mundial. O estreito foi praticamente fechado pela guerra, desencadeando uma crise energética global.
A forte reação do mercado surge depois de Trump ter anunciado o cessar-fogo nas redes sociais na noite de terça-feira, menos de duas horas antes do prazo que impôs ao Irão para cumprir as suas exigências ou enfrentar uma destruição em larga escala.
Grandes oscilações nos mercados
A ameaça de Trump – e a sua reversão – marcou a mais recente retórica que agitou Wall Street e os investidores globais desde que os EUA e Israel atacaram o Irão, há mais de um mês.
Os investidores passaram da esperança de que Trump e o Irão irão acalmar a guerra, para o pânico quando parece que o conflito está a aquecer, e vice-versa.
Trump disse que o seu acordo para um cessar-fogo depende da reabertura imediata do Estreito de Ormuz pelo Irão. Poderá levar algum tempo até que os mercados energéticos globais recuperem, uma vez que já foram causados alguns danos às refinarias de petróleo e outras infra-estruturas no Médio Oriente.
A crise energética desencadeada pela guerra com o Irão prejudicou os consumidores em todo o mundo, incluindo nos EUA, onde os preços nacionais da gasolina subiram acima dos 4 dólares por galão.